quarta-feira, fevereiro 07, 2007

NÃO POSSO SANGRAR
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Qualquer que seja a dor
Afasto-me da sorte
Vivo a noite
Na escuridão feroz
Vou ter com a morte

Da sombra inerte
Ao odioso chicote
Tento sufocar o desejo
Que ao santo perverte
Mas só ouço gemidos
Gritos de dor e
Perversos castigos

Se não posso sangrar
Conto com os espíritos
Com os lobos, os corvos
Que encontro ao luar
Mas eles se vão
E ao raiar do dia
Estou só, sem sua magia

Ouço sinistros sussurros
Prantos de almas impuras
Ouço da noite, o sons
Dos espectros, o agouro
E das aparições, os urros

Sinto um estranho arrepio
O toque do tortuoso vento
Um aviso cortante
Um velho lamento
Que me diz, insistente
Que já não posso morrer
Pois já não há mais sofrimento...

28 comentários:

Laura disse...

Belo, muito belo meu amigo... Mas para lá da noite e da morte há muita luz, lindo também para poesias..O sofrimento não tem obrigatóriamente de estar na noite.. Mas está perfeito para o sentido que tem... Beijinhos da laura..

Renata disse...

Olá, passei aqui só pra dizer welcome back! mas vejo que seu espírito continua sombrio...será que algum dia vou te ver feliz (na escrita, pelo menos, pois pode ser que tanta "dor, escuridão, sofrimento" seja própio somente da sua arte de escrever... Não sei, né)
Bjo!

Suzy Tude disse...

Caro Defensor, cada vez que venho aqui você consegue me surpreender com a dor sufocada nas palavras registradas.
Me causou impacto especialmente o trecho:
"Da sombra inerte
Ao odioso chicote
Tento sufocar o desejo
Que ao santo perverte
Mas só ouço gemidos
Gritos de dor e
Perversos castigos"
Achei incrível como se pode aplicar a distintas situações.
É um texto crítico escrito na alma.

É um prazer estar aqui.
Grande abraço

Su disse...

A angústia da noite te reconforta, isso é curioso. E produtivo pelo visto. E ainda mais belo.
Beijo!

Mestre Splinter disse...

Bem-vindo mais uma vez, ó tu, andarilho da noite, filósofo dos sombrios recantos!

Mas basta! Não direi mais nada p'ra não envaidecê-lo desnecessariamente...Hehehehe, gracias por mais esta jóia.

Mestre Splinter disse...

...Exceto que um dia ainda ressuscitarei velhos músicos obscuros através de artes negras, e gravarei um álbum de Metal profano com estes teus versos...

Te mando só os royalities, que tal?...

david disse...

Começo a entender um pouco essa tua fixação.
Postarei algo ainda nesta semana lá no Segundo Caderno.

Um abraço e bom retorno (apesar de achar que não foste a lugar algum)

Cejunior disse...

Defensor, o que dizer ? É quase uma chicotada. Um tema sombrio e um poema belíssimo.

Escorpiana Explosiva disse...

Você sempre manda bem com seus textos sejam de morte ou qualquer outr assunto ,só sei que gosto do que escreves,as vezes nem é preciso estar na noite para se sentir dor ou melhor estar sofrendo por algo,por que a tristesta bate a qualquer hora do dia.
Mexeu comigo esse pedaço.
Se não posso sangra
conto com espíritos
com os lobos,os corvos
Que encontro ao luar
Mas eles se vão
Eao raiar do dia
Estou só,sem sua magia.
Totalmente encrível esse seu ponto de vista,adorei.

Um abraço!

Lana K disse...

Querido Defensor,
que dizer de tão bela, ainda que triste obra poética?!!!
Posso estar enganada, mas acho que nesta poesia, o narrador em 1ª pessoa está morto, não?!
O título é: Não posso sangrar, e nas duas últimas frases, ele diz: "Que já não posso morrer, pois não há mais sofrimento."
Só não pode morrer e não pode sofrer é que já se foi.
Beijos mil sou tua fã

mac disse...

Faz-me lembrar o poema do "Corvo" de Edgar Allan Poe. Escuro e intenso.

Klatuu o embuçado disse...

Mas as criaturas selvagens e nocturnas acabam sempre por voltar... são fiéis aos lugares secretos e sagrados... e a quem sabe ouvir seus cânticos!

Abraço!

Flávio disse...

Mais um lindo texto, amigo Defensor! Eu diria que vc vem dando voz e poesia à tristeza. Abração

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
M.Marcolin disse...

Belos versos... Retratam momentos seus? espero que não, quero dizer, ás vezes retratamos o que vemos.tomamos a dor, e isto é um dos maiores dons dos poetas, refconhecidos ou não... Mui belos.

Desculpe-me se naõ tenho comentado muito, mas ultimamente o IE tem dado problemas,e meu pc não colabora com outro browser. té mais!

Dark-me disse...

Ao raiar do dia estás só mas o dia não dura sempre e não tarda para ser noite outra vez!
Já não podes morrer porque na realidade já estás morto!!
A dor, a escuridão e o sofrimento fazem já parte de nós.
Diz-me...saberias tu viver de outra forma?

Dark kiss

Laura disse...

Ahhh olá...Talvez vivas mais a noite e um dia vinhas para acasa, a mota avariou, apanhaste-te sózinho no meio do nada e o medo venceu..foste andando, andando, encostaste-te a uma árvore, e pudeste ouvir os sons da noite, da floresta e a tua imaginação fez o resto.. Bonito sim, ao menos perdes o medo da morte e das sombras da noite... Está muito bonito. Há beleza no escuro e no claro.. Beijinho..

Alequites disse...

Por vezes venho pela dor. Mas também existe a chegada por amor.
Tenha um ótimo dia!

Saramar disse...

Vivi assim por tanto tempo, tendo apenas a noitedentro de mim.
Agora, começo a amanhecer, lentamente.

Lindo, lindo, apesar de triste.
beijos

Ricardo Rayol disse...

Cara, realmente estou ficando repetitivo... escreve muito bem. De uma intensidade rara.

Bela disse...

Caro defensor,

Q poema intenso!

Abracinho

Lana K disse...

oi
Tem post novo lá no meu cantinho!
E já que tu não podes sangrar, o meu fala sobre o sangue também.
Beijos mil, querido Defensor

Clarissa disse...

Fiquei perturbada... como se alguém me tentasse impedir de sentir... de me libertar... um sufoco...uma prisão...

Fiquei mesmo perturbada.

Lana disse...

olá
voltei e há novo post
obg pela força e pelo carinho
espero-te no meu sitio ...
1 sorriso luminoso e adoro ser surpreendida pelos teus textos
Lana

ROÇA COISA É OUTRA LIMPA disse...

Ainda assim há muita luz aqui!
Um abraço.

Mestre Splinter disse...

Te respondendo o dilema que tu expôs lá no blog: Bá,loco! Usa aquela velha e infalível tática do DVDzinho de dados! Eu güardo as minhas tralhas todas assim, já devo ter uns trinta discos, com uns 50 álbuns cada um, no mínimo! O micro que eu uso também já é veterano, mas 'güenta legal! Compra umas mídias e grava tudo, depois, chama no delete nos arquivos velhos...se tu não tens gravadora(1/2improvável...), arruma uma emprestada p'ra empreitada!

...Mas só p'ra te fissurar mesmo: Legal tu teres gostado daqueles trechos, mas uma das passagens mais bala eu não achei no You Tubzz: um ex-mariner dizendo o que responde qüando perguntam se ele não vai ''crescer'' e tirar aquela camiseta...hehehe...

Valeu, velho e

Metal Is Forever!!!
(...nem sou muito de Primal Fear, mas vá lá, licensa poética...)

keila, a Loba disse...

Por mais que eu leia e reflita debruçada sob o conteúdo dos seus posts, Defensor, não consigo vê-lo disperso da figura de um grande e talvez solitário romântico.

Creio que você seria a capa perfeita da minha revista lupina, que espera uma sugestão sua para acontecer.

BeijUivooooooooooooosssss da Loba

Bruna disse...

Defensor,

Que dizer? queria entender a força desse sentimento fortíssimo que te moveu a escrever tão triste, mas tão bem.

Seja benvindo. Sempre!

Beijo grande